Mauro Vieira é acusado de injúria racial por camareira de hotel, mas história é desmentida por imagens de câmeras

Lauro Jardim 29 Maio 2024 | 1min de leitura

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O chanceler Mauro Vieira foi acusado por uma camareira do apart-hotel Top Leblon de injúria racial. Ela está depondo neste momento na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon. Está acompanhada de uma testemunha. A história relatada à Polícia teria ocorrida pouco antes do almoço.

Policiais estão buscando no hotel imagens que possam esclarecer a denúncia. Segundo o depoimento da camareira, ela teria sido chamada de "macaca" pelo ministro ao questionar sua entrada no apartamento 801 do Top Leblon.

Procurado, o Itamaraty nega que o chanceler tenha se envolvido num caso dessa natureza. O próprio Vieira negou para Lula a história contada pela camareira e pela testemunha.

Neste momento, Vieira está almoçando num restaurante na Marina da Glória, na zona sul do Rio de Janeiro.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, foi informado da denúncia e já conversou por telefone com autoridades do setor de segurança pública do Rio de Janeiro sobre o assunto. Lula também já foi informado da situação.

(Atualização, às 16h01m: O ministro, segundo informa o Itamaraty, não pisa neste apartamento há cerca de dois meses. Mais: no horário em que a camareira relatou o ocorrido, cerca de 11h30 da manhã de hoje, Vieira estava dando uma entrevista em seu outro apartamento carioca, na Avenida Atlântica, em Copacabana, acompanhado de quatro assessores. As investigações da Polícia Civil do Rio, a partir das imagens da câmera de segurança, confirmam a versão do ministro. As imagens mostram que o homem acusado pela camareira não é o chanceler)